Foi anunciado essa semana o cancelamento da série My name is Earl. Uma pena, sem dúvida.
A essência da crônica redneck-zen budista era de que devemos fazer o bem para que coisas boas aconteçam, sem chamar por deuses ou dogmas. Em qualquer tempo, fazer o bem em nome da bondade pode ser um conceito relativamente complexo e sem sentido para fiéis que temem um grande deus impetuoso e mal humorado.
Mas Earl não segue uma bíblia, mas sim seus sentimentos. Não o faz em nome de passar a eternidade em um paraíso, mas sim para tentar ajeitar sua vidinha desregrada - lembrando que essa talvez seja sua única e rara chance de fazer tudo do jeito certo.
Carrega seus fardos, apanha e sorri. E assim, meio que sem querer, uma comédia boba se transformou no que talvez foi a coisa mais espiritualizada que jamais passou na televisão.
Chega ao fim provavelmente sem ter um final.
Mas será que realmente vale a pena se esforçar unicamente para fazer o bem? Obviamente, sim. Só não espere qualquer tipo de recompensa futura por isso, porque, indepente de suas crenças ou determinações, isso sempre deveria ser uma obrigação.
Um comentário:
Uma das poucas séries não imbecis na TV aparentemente chegou ao fim da linha. Pode ser ressuscitada em outro canal, o que seria ótimo. Mas pense, podia ser pior. Com essa babaquice de "Orgulho Nerd"(me lembrei por causa do dia, mas o tal do nerds on beer só envolvia gente frmza) e gente medíocre azul calcinha, em 5 anos a gente podia estar comemorando "Orgulho White Trash" no bar do Atleta junto com os fãs de Paramore e Jonas Brothers e morando em trailers.
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