02 Julho, 2009

errado e errado

Fraudaram as eleições no Irã. Ainda que algumas pessoas levantem suspeitas sobre as suspeitas (sic) foi isso o que aconteceu, oras. Por anos e anos Mahmoud Ahmadinejad se esforçou o máximo que pode para construir uma imagem de idiota desequilibrado sentado num barril de pólvora, e qualquer comportamento diferente desse realmente causaria um tremendo estranhamento. Ele fraudou, sim. Mas foi só por esporte.

MAS CLARO que o povo foi às ruas protestar. E a polícia, por sua vez, foi às ruas pra dar porrada - Ahmadinejah, desse aspecto, é bem parecido com José Serra ou Geraldo Alckmin. Morreu gente, e coisa e tal. Então a mágica começou.

Os partidários do candidato da oposição, Mir Houssein Mousavi, costumavam usar a internet para a troca de mensagens, mais especificamente o Facebook e o Youtube. Não demorou para que esses dois sites fossem bloqueados pela estatal que controla as comunicações do país (há relatos, inclusive, de que a rede de telefonia celular ficou fora do ar por 72 horas), então o povo partiu para a troca de mensagens no Twitter.

O resultado foi satisfatório. Lá, o povo conseguia organizar manifestações e se comunicar com o resto do planeta enquanto levava borrachada, mas não conseguiu derrubar o presidente. Paciência, não se pode ganhar todas. Allah aparentemente disse que Ahmadinejad é o cara que vai governar o país, e isso - sinceramente - não é meu problema.

A coisa é que a merda espirrou pra cá. Um bando de bunda-moles resolveu usar o Twitter - que não tem nada a ver com a coisa - pra "derrubar" o senador José Sarney.

Não que eu apóie uma farra com dinheiro público (ainda se eu tivesse uma parte dessa boquinha...), mas é sério... Twitter? Jura mesmo? Os iranianos pelo menos usavam o site para trocar mensagens e iam levar porradas juntos no meio da rua, mas e por aqui? Reclamar por reclamar. Revolução de sofá.

Em 2006, um deputado da putaqueopariu fez uma lei propondo que todos os filmes exibidos em cinemas brasileiros fossem dublados. Como sou um idiota de convicções firmes, procurei seu endereço de e-mail na internet e lhe mandei um e-mail desaforado, que foi respondido semanas depois. Igualmente não tirei minha bunda da cadeira para nada, mas pelo menos torrei o saco de alguém, compreende?

Melhor que resmungar como um retardado no Twitter. Bem melhor.

Post scriptum Aparentemente o Corinthians ganhou alguma coisa e uma horda de decerebrados está buzinando e soltando rojões ao longe, o que não me deixa dormir. É sério, até que gosto dos jogos da seleção, mas esse lance de times é um verdadeiro pé no saco. Queria que toda essa gente simplesmente caísse morta.

21 Junho, 2009

o resultado de minhas mais profundas reflexões a respeito do gp da inglaterra e outros fantasmas que assombram minha alma

Corrida chata.

18 Junho, 2009

a f1 acabou

Então... Desde o começo do ano, está acontecendo uma bruta briga nos bastidores da F1. Basicamente, os donos da F1 estavam brigando com os donos das equipes. Papo vai, papo vem, e Ferrari, McLaren, Renault, BMW, Red Bull, Toro Rosso, Toyota e Brawn acabaram de afirmar que vão sair da F1 pra montar outra categoria no ano que vem.

Enfim, fodeu.

Mas o lado bom é que vai ter mais corrida no ano que vem. Depois eu penso melhor a respeito.

14 Junho, 2009

hai kai

"There's no business like show business
and fire in the sky"

13 Junho, 2009

confissão

Há coisa de uns 10 anos, tentei ler “A caverna” do José Saramago pela primeira vez. Tentei outras cinco vezes, e até hoje não sei qual é a do livro. Ok, o velho tem uma olaria, o genro dele trabalha num shopping e lá pelas tantas aparece um cachorro. Depois de cento e tantas páginas, nenhum acento e qualquer sinal de história, desisti.

Nada contra o José Saramago em pessoa. Ele certamente deve ser muito mais esperto que eu – inclusive, seus contracheques dizem a mesma coisa – mas desde então tenho uma enorme restrição aos pseudo-cabeças que leem sua obra e depois a comentam com um falso senso se superioridade em rodinhas repletas de outros pseudo-cabeças que fingem ser perturbados porque isso os faz parecer mais descolados.

Mesma coisa para aquela droga de “Onde os bravos não têm vez”, que ganhou o Oscar no ano passado. O cara de cabelo chanel mata todo mundo, o Tommy Lee Jones nunca o pega e o filme acaba sem ter um final. Acho que só foi levado em consideração por causa dos irmãos Cohen, mas creio que até os irmãos Wayans consigam fazer um filme com um enredo mais consistente (e isso foi uma ofensa de verdade). Para tentar parecer mais inteligente, um monte de gente elogiou o filme, mas no fundo sabem que ele é uma droga. Não dá pra deixar passar uma coisa dessas, é óbvio demais.

Existe uma infinidade de filmes excelentes por aí, e pelo que me consta nenhum deles – nenhum – foi dirigido no Irã ou Paquistão. E os bons que vieram da China obrigatoriamente envolvem kung fu. A mesma coisa com livros. Um que gostei demais foi a biografia The Beatles, de Bob Spitz. Antes dele, minhas leituras andavam lentas, tortuosas e cheguei a pensar que havia perdido o gosto pela coisa até devorar suas mil páginas em menos de duas semanas. Ao contrário de vários os outros, ele simplesmente era interessante. Raridade.

Por essas e outras, sou obrigado a confessar uma coisa. Coisa íntima, que no fundo não se deve publicar na internet, mas lá vai: eu gosto de Fagner. Juro. Simplesmente não consigo evitar. Canteiros é uma música fantástica, poética e que às vezes até toca no rádio. Já um filme do Werner Hergoz nunca conseguiu nada parecido. Quem é o mais esperto, agora?

07 Junho, 2009

turquia

Achei lindo quando Button ganhou as primeiras provas da temporada. Aquele lance de redenção, coisa e tal. Agora, está um saco.

Esse monte de regras novas que enfiaram esse ano (volta dos pneus slicks, menos asas, kers) teoricamente deveriam deixar as corridas (e consequentemente o campeonato) mais emocionantes, e o que está acontecendo até agora é uma daquelas temporadas chatas como as que haviam no tempo do Schumacher.

Olha só que coisa: com 61 pontos na carteira, tecnicamente Button não precisa mais vencer nenhuma prova para levar o campeonato. Se Rubens Barrichello, segundo colocado, vencer as 10 provas restantes com o inglês sempre chegando na 2ª colocação, ainda leva o campeonato com 6 pontos de diferença. Claro, isso não deve acontecer (acho), mas serve pra ilustrar o tamanho da merda que fizem esse ano.

Justo depois de um ano de tirar o fôlego, estragaram tudo. Começo a questionar o sagrado ato de acordar cedo de domingo só pra ver corrida.

03 Junho, 2009

grandes tempos

Ok, a GM quebrou e agora sobreviverá graças a uma ajuda governamental num movimento encabeçado pelo presidente Barack Obama. A desculpa oficial para a estatização da empresa é que a merda poderia ser pior se deixassem a empresa simplesmente quebrar. E de fato, seria.

Curioso, isso. No fim das contas, o estado acabou sendo refém da má administração de uma empresa gigante. Ficou claro que Obama não quis manter a GM em operação porque ele acha que os Chevrolets são excelentes carros que devem sobreviver à história, mas sim que por trás de um bando de executivos incompetentes há milhares de operários no chão da fábrica que não têm nada a ver com isso e precisam pagar suas contas.

Agora fico aqui, pensando em probabilidades. Como seria acontecesse uma desgraça e o FHC ou o Lula tivessem que, por exemplo, estatizar a Vale? Ou se essa crise acontecesse há 20 ou 30 anos, e Nixon ou Reagan tivessem que estatizar a GM com a União Soviética do outro lado da cortina de ferro dando um leve sorriso com aquela cara de "é mesmo?"?

Em qualquer um desses casos criados em minha mente, imagino gritarias horrendas de grupos políticos, religiosos, médicos e o escambau. Mas Obama é um cara de sorte. Conseguiu fazer o improvável sem sofer qualquer tipo de questionamento ideológico (afinal, isso é demodê desde 1989).

Há uma comediazinha romântica idiota que as vezes passa na TV chamada "de volta para o passado", em que um sujeito nasce e passa a vida toda junto de seus pais num abrigo nuclear, e quando sai, passa por aventuras do barulho com uma galerinha da pesada (tm Rede Globo). No final, é revelado ao pai do sujeito (interpretado pelo Cristopher Walken, sempre impagável), anticomunista ferrenho, que a guerra fria havia acabado sem o disparo de uma bala. A fala que se segue é mais ou menos assim (obviamente, deturpado por minha mente suja)

-Acabou? Eles simplesmente se entregaram? Esses comunistas são muito espertos. Aposto que eles pediram dinheiro emprestado para o ocidente. Pediram, não pediram? É, de fato esses comunistas sempre foram muito espertos.

27 Maio, 2009

herbie em monte carlo

Faço parte de uma minoria radical e mal amada que detesta o GP de Mônaco. Sabe como é, eu nunca a assisti bebendo champagne em uma taça de diamante à bordo de um iate de 240 pés enquanto participava de uma orgia com três clones da Uma Truman. Oras, nem você? Maldita vitma do marketing.

Mas é fácil notar que o GP de Mônaco é uma porcaria. Galvão Bueno (meu ídalo) não parou de contar um causo (que ele inventou, já que na verdade não é bem assim) de um tal "túnel" psiquico do Senna. Sabe por que? Sabe por que? Porque a corrida é um saco e ele precisa de assunto. Então dá-le, túnel.

Button ganhou novamente. Cara impecável. Ainda acho fantástico que um piloto de talento, mas desacreditado como era até ano passado, consiga dar uma volta por cima nessa proporção.

Em sua primeira vitória, no GP da Hungria, em 2006, uma coisa chamava a atenção na transmissão pela câmera onboard de seu carro: enquanto todos os outros pilotos brigavam com seu carro, na pista molhada, Button tinha uma tocada "limpa", com poucas correções. E andava rápido. Impossível não admirá-lo.

Dos 55 pontos disponíveis na temporada, o inglês marcou 51. O segundo colocado, Rubinho, tem 35 e Vettel, o maior desafiante "de verdade", 23. Uma mão já está na taça, duvida?

Quanto à corrida, nada demais. As Ferraris evoluíram bastante, mas não o suficiente para bater as Brawn. Por sua vez, todos os outros times pareceram que andaram para trás, principalmente a McLaren, Toyota e, principalmente, BMW.

O que é fácil de notar é que aquele monte de regras para "aumentar a competitividade" da F1 que entraram esse ano só prestaram para deixar tudo mais chato, já que ano passado a pegação tava forte nessa altura do campeonato. Tem que ser bom pra conseguir estragar tudo dessa maneira.

A próxima corrida é na Turquia, que geralmente é um GP divertido. Vamos ver o que eles vão fazer pra estragar tudo dessa vez.

24 Maio, 2009

karma

Foi anunciado essa semana o cancelamento da série My name is Earl. Uma pena, sem dúvida.

A essência da crônica redneck-zen budista era de que devemos fazer o bem para que coisas boas aconteçam, sem chamar por deuses ou dogmas. Em qualquer tempo, fazer o bem em nome da bondade pode ser um conceito relativamente complexo e sem sentido para fiéis que temem um grande deus impetuoso e mal humorado.

Mas Earl não segue uma bíblia, mas sim seus sentimentos. Não o faz em nome de passar a eternidade em um paraíso, mas sim para tentar ajeitar sua vidinha desregrada - lembrando que essa talvez seja sua única e rara chance de fazer tudo do jeito certo.

Carrega seus fardos, apanha e sorri. E assim, meio que sem querer, uma comédia boba se transformou no que talvez foi a coisa mais espiritualizada que jamais passou na televisão.

Chega ao fim provavelmente sem ter um final.

Mas será que realmente vale a pena se esforçar unicamente para fazer o bem? Obviamente, sim. Só não espere qualquer tipo de recompensa futura por isso, porque, indepente de suas crenças ou determinações, isso sempre deveria ser uma obrigação.

18 Maio, 2009

o racha

A FIA está sem pé de guerra com várias equipes de F1 por causa de uma regra que seria instituída no ano que vem, que limitaria o orçamento das equipes em 40 milhões de libras esterlinas. O resultado é que enquanto isso viabilizou o anúncio de pelo menos mais três times para 2010, outras quatro tão falando que vão sair.

Caso a caso, vamos lá.

Quem diz que vai sair:

Ferrari - Claro que eles iam reclamar. Primeiro, porque eles estão mal acostumados. Por cinquenta e tantos anos, eles foram tratados a pão de ló pela FIA, e pela primeira vez confrontados, querem sair do jogo. Nada mais natural, já que eles têm a maior capacidade da categoria em arrecadar fundos. Depois, que outras partes da equipe precisam dessa grana pra sobreviver. Eles precisam dessa grana pra garantir o macarrãozinho das crianças.

BMW - Eles realmente acreditam que não deve haver limitação no nível técnico da F1. São verdadeiramente puristas, nobres e dedicados ao automobilismo. Talvez sejam ridicularizados por isso, mas todo mundo evita comentar.

Renault - Não importa de que lado fique, Flavio Briatore é um idiota.

Toyota - Desde que a Honda arregou vergonhosamente e deixou pra trás um espólio que subitamente se tornou vencedor, os japoneses que sobraram resolveram se manter na categoria para mostrar que não têm medo de desafios. Exatamente por causa disso, estão desesperadamente procurando uma desculpa pra sair dessa encrenca.

Red Bull/Toro Rosso - As duas esquipes de Bern Mastechitz têm motores de times que estão pensando em sair da F1. Como ele é mais esperto que você e que todas as pessoas que você conhece, engrossa o coro dos insatisfeitos, mas no fundo não está nem aí.

Quem diz que fica:
McLaren - Na realidade, não disse porcaria nenhuma. Depois de levar bronca da FIA por causa da mentira de Hamilton na Austrália e da Mercedes porque o carro desse ano é uma porcaria, eles resolveram não arrumar confusão com ninguém. Ultimamente eles viraram o Kenny da F1.

Brawn - Nasceram esse ano e lideram o campeonato. Serão campeões esse ano. É claro que eles ficam. Tão amando todo mundo.

Force Índia - Sério, te interessa?

Williams - O velho Frank anda mal das penas e tudo o que ele mais quer é poder fazer mais com menos dinheiro. Será o cara que mais ganhará com a tal restrição orçamentária. Além disso, os carros da F2, categoria de acesso que pode estrear a qualquer segundo deste ano foram desenvolvidos por ele.

Quem entra (aka "vem fazer figuração")

Lola - antigo fabricante de carros esportivos norte-americano se prepara para voltar à categoria e a dar um tremendo vexame mais uma vez. Da última vez que correu na F1, em 97, eram 12 segundos mais lento que o pole.

USPGE - Outro time dos EUA, que ainda poderá ser rebatizado de Penske. Está todo empolgado para fazer papel de idiota nas últimas colocações no ano que vem.

iSport - Time da GP2 acostumado a liderar. Terá o melhor desempenho das 3, e provavelmente conseguirá largar na 20ª posição num dia que o vento estiver a favor.

Conclusão

Quem quer sair é fominha, quem quer ficar é pão duro e quem quer entrar deixou o amor próprio na outra calça. Todo mundo perde.

10 Maio, 2009

dois em um

Caraca, esqueci de postar a respeito da corrida do Barhein. Mas nada demais, já que não havia muito a dizer.

Ah, que delícia, a volta das corridas nos domingos de manhã, e não naqueles horários imbecis pela madrugada.

Button ganhou. De novo, quatro em cinco corridas. As contas são simples: todo ano, os campeões fazem, na média, uns 105, 110 pontos. Com 41 pontos em cinco corridas, a coisa está meio óbvia, não?

E mais: merece.

Barrichello fez uma grande corrida até sua segunda parada, mas seu carro ficou estranhamente lento depois da metade da corrida. Problema no carro, braço duro ou jogo de equipe disfarçado, não importa: uma pena.

Rubens escolheu fazer uma estratégia de três paradas, contra duas de Button. Fazia todo sentido, já que os pneus duros eram uns dois segundos mais lentos que os macios. Como se pode ser, não deu tão certo e ele chegou em segundo.

E o Massa, hein? Um cara rápido, coisa e tal, mas um puta carne de pescoço. A Ferrari cometeu o EPIC FAIL de colocar uma quantidade insuficiente de combustível no carro do brasileiro chegar ao final da corrida (acredite se quiser), que, pressionado por Vettel, resolveu não tirar o pé até 4 voltas do final. Depois disso, começou a andar devagar e perdeu duas posições, acabando em 6º.

Para garantir seus primeiros pontinhos do ano, sua última volta em 1´50´´, enquanto todo mundo na pista girava em 1´25´ - e seu carro parou sem combustível alguns metros depois da linha de chegada.

Isso tem cara de ter sido pirraça. Eu adoro esse tipo de coisa.

A próxima corrida é em duas semanas, em Mônaco, a pista mais detestável do universo e que todo mundo fala que é legal pq não tem vontade própria. Queria que aquela droga se explodisse numa bola de fogo.

20 Abril, 2009

made in china

-Oh, que título original.

-Me arrisco a perder alguns amigos com essa, mas volto a dizer: Sebastian Vettel é o melhor piloto de F1 da atualidade. Mais do que Alonso, muito mais do que Hamilton e Raikkonen. Não gostou, pega eu.

-O alemãozinho venceu debaixo de um toró desgraçado e provou ao mundo que os difusores da Brawn não são tão importantes assim (a Red Bull não os tem). Genial, fantástico, etc, etc, etc. El numero uno, cabron.

-E a primeira vitória da Red Bull veio com barba, cabelo e bigode. Pole, dobradinha e o caralho a quatro. Fantástico também.

-"Ah, mas o Alonso não tem carro". Oras, vá se foder. Vários bons pilotos não tiveram um bom carro na mão por anos e por conta disso não foram reconhecidos como tal. Se Alonso não tem um bom carro, problema o dele - e seu desempenho em relação à Nelsinho, que é um piloto de merda e deverá ser demitido em breve,, geralmente nem é tão grande (até o brasileiro fazer alguma cagada e sair da pista).

-Aliás, é sério: o que diabos Nelsinho ainda está fazendo na F1? Cadê o pai dele pra xingar o Barrichello agora? Hein? Hein? Hein?

-E a Ferrari, hein? O carro não anda, foi ultrapassado por todo mundo e não pontuou em três equipes. Na semana passada, não pontuar em duas provas já era "o pior desempenho da história da Ferrari", mas como a escuderia não marcou pontos de novo, arrumaram uma nova história e descobriram que isso já havia acontecido em 1981. Conviente.

-E o Massa, hein? Do nada, o carro dele parou no meio da pista. A desculpa oficial: deu pau no sistema elétrico. O MEU CU. Tá na cara que foi pane seca: sei lá quantas voltas, sem pit stop, andando atras do carro de segurança porque piloto tem medinho de água e do nada o carro deixa de funcionar. Só um retardado pra acreditar na versão da Ferrari.

-Acabei de ver o compacto da corrida na SporTV e tou pasmo como o Lito Cavalcanti NÃO PRESTA ATENÇÃO NO QUE ESTÁ ACONTECENDO NA PISTA. Isso explica todos os chiliques. #monte_de_merda, #piada_interna.

08 Abril, 2009

e-mail do denão, em piracicaba

Ah, a rua Moraes Barros.
Quantas lembranças.
Olho para o antigo prédio do Dalton, que fica a meio quarteirão da agência do Ivan, e posso até ver os extintores disparando e a chuva de long-necks voando pelos ares.
Nostalgia...
Acho que vou até a Governador dar um cavalo de pau na frente do traveco nerds.
E a vida segue.

06 Abril, 2009

são as monções, idiota

Qualquer idiota que tenha frequentado aulas de geografia no ensino médio sabe que existe uma corrente na região do Índico chamada monções, que basicamente faz chover pra cacete na região. Bernie Ecclestone não estava entre esses idiotas e como resultado choveu pra caralho no GP da Malásia, que foi marcado para acontecer justamente na hora das chuvas.

Button ganhou. De novo.

A velha máxima de que "antigamente era melhor" definitivamente não serve mais para a F1. As pessoas tendem a romantizar os velhos tempos - uma das características psicológicas mais cretinas da humanidade - mas agora não dá pra negar que nem nos tempos mais loucos de Arnoux x Villeneuve aconteciam provas tão movimentadas como essas duas desse ano.

A única semelhança é que Button ganhou. De novo.

Fora isso, haviam 20 pilotos na pista e que a maioria deles estava realmente disposta a ver o circo pegar fogo. Bonito ver sujeitos até ano passado desacreditados, como Button, Trulli, Barrichello e Webber renascerem das cinzas e mandarem essa tal "nova geração" para raio (epa) que o parta.

Porque Button, um veterano, ganhou. De novo.

Aconteceram muitas ultrapassagens a corrida toda - e olha que ela foi curta, só durou 55 minutos. Glock, o bundão que tava com pneus errados no ano passado em Interlagos, teve a manha de (desta vez) colocar chuvisqueiro tires na hora certa e saiu da 11ª colocação para a ponta. Só perdeu a liderança quando entrou no pit para colocar o toró tires.

E assim, Button ganhou. De novo.

A chuva apertou e a corrida foi paralizada com 32 voltas. Estava chovendo cântaros. Enquanto todos os pilotos esperavam pra ver o que acontecia parados no grid, Raikkonen foi filmado de bermudas, chupando um sorvete nos boxes. Definitivamente, um cara que sabe das coisas.

Já que a corrida teve menos de 2/3 de sua duração, os pilotos receberam apenas metade dos pontos. Ou seja, Button levou 5 ao invés de 10, Nick Heildfeld 4 no lugar de 8 e Glock 3 contra 6. Trulli marcou 2,5 pontos, Barrichello 2, Webber 1,5, Hamilton 1 e Rosberg 0,5 pontos - o famoso "melhor que nada".

31 Março, 2009

a história mais doce

Já fazia tempo que o mundo sabia que as regras da Fórmula 1 para 2009 seriam radicalmente diferentes das de até então. O problema é times como Ferrari e McLaren não podiam arriscar a perder tempo desenvolvendo o carro do ano seguinte no meio da temporada de '08, quando era claro que o bicho estava pegando.

Mas outros times, como a Honda, tinham um bocado de tempo livre. O carro deles era um droga então valia mais pensar no ano seguinte do que tentar fazer um carro tão ruim tentar brigar por uns pontinhos. E assim foi.

Apesar da Brawn GP ter sido fundada oficialmente há pouco mais de um mês, seu carro já estava em gestação fazia um bom tempo. Eles realmente queriam ganhar em 2009, e tudo indica que resolveram pular do barco na hora errada.

O carro nasceu bastardo, corpo Honda e coração Mercedes. (grande parêntese: Em outros tempos, os motores da Honda empurraram Ayrton Senna e Alain Prost para um domínio quase absoluto da McLaren na categoria no final da década de 90. E o mundo dá voltas.)

Apesar de tudo, o carro é bem nascido. Alguns críticos atribuem seu desempenho há uma peça aerodinâmica de legalidade questionável que fica no assoalho do carro também usada pela Toyota e pela Williams. Mas ainda assim a Brawn é pelo menos um segundo mais rápida que qualquer outra coisa na pista. A vitória de Button não aconteceu ao acaso.

Bonito ver dos pilotos moribundos e desacreditados renascerem das cinzas como Button e Barrichello.

O inglês foi soberano e venceu de ponta a ponta. Sem comentários.

Já Barrichello, veterano e tradicional vítima de bullying pela imprensa brasileira, foi capaz de dar orgulho em qualquer um. Errou? Sim. Mas mostrou que pode ser tudo, menos acomodado. Fez ultrapassagens, acelerou fundo e se arriscou em vários momentos. Longe, muito longe, de Kimi Raikkonen, que não fez droga nenhuma a corrida toda.

No final da corrida, Kubica (BMW) e Vettel (Red Bull) bateram de maneira besta e deram o segundo lugar para Barrichello numa bandeja de prata. Cagada, acontece. Ainda assim, os times mostraram que seus carros não estão pra brincadeira.

Nessas horas, Felipe Massa deve estar pensando: Pô, bem no ano que era pro campeonato estar na minha mão, me dão um carro de merda?". Pois é, mas os italianos devem melhorar em breve.

Daí o caldo engrossa.

Esse campeonato será animal.