01 fevereiro, 2010

a estranha temporada de 2010

Esquisita essa "nova" Fórmula 1 que se desenha para a temporada de 2010. Em algum momento da década de 90 o então presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley, decidiu que era necessário fazer com que as fabricantes de automóveis - como a Honda, BMW ou Toyota - tomassem o lugar dos garagistas - como McLaren, Williams ou Tyrrel - nos grids da categoria.

O resultado é que as gigantes entraram, gastaram alguns bilhões e depois de anos sem resultados expressivos - com excessão dos dois títulos de Fernando Alonso pela Renault em '05 e 06' - resolveram que a crise era uma excelente desculpa para pegar seu boné e torrar seu rico dinheirinho com outras coisas.

Então, depois de um longo inverno, os garagistas voltam em 2010 e além dos mesmo desafios de antigamente agora também precisam lidar com os inflacionados preços dos dias de hoje, "herança maldita" deixada pelos fabricantes durante sua efêmera passagem pela categoria. Só como comparação, em 95 o orçamento da Benneton era de mais ou menos US$ 50 milhões. O da Ferrari, para este ano, é de US$ 730 milhões.

Entre crises, vendas, compras, saídas e entradas, fácil notar que existe um tremendo clima de intertezas lá para os lados de Campos, USF1, Lotus, Sauber, Renault e quiçá McLaren. Enquanto as três primeiras parecem se lançar como peixinhos dourados num tanque de repleto de piranhas, as três últimas se veem vítimas de uma independência forçada depois de abandonadas por suas tutoras. A BMW deixou a Sauber, apesar do nome a Renault não é mais Renault e a Mercedes abandonou a McLaren para abrir seu próprio time.

Ainda de luto, a McLaren parece não ter aceitado bem o nascimento da Mercedes GP - a estreante que não é estreante - e mantém as cores da fabricante alemã para este ano. Quanto as outras, serão figurantes que ocupação as últimas colocações, enquanto os protagonistas serão os mesmos e velhos personagens de sempre. Bois de piranha, parecem ter nascido para morrer enquanto os donos da F1 pensam em uma alternativa melhor para o futuro da categoria depois da crise dos últimos anos.

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