Entre 2003 e 2004 existiu uma série chamada Dead Like Me, em que os personagens principais eram... a morte. Sim, eram vários, todos trabalhavam como ceifadores e por mais incrível que possa parecer, era uma comédia das mais inteligentes e interessantes.
No primeiro episódio a personagem principal, chamada Georgia Lass, morre ao ser atingida pela tampa do vaso sanitário da estação espacial Mir. Mas então ela ressuscita e é recrutada para fazer parte da sucursal local da morte (uma instituição milenar, de bases sólidas), que contava com mais quatro membros. Na realidade, eles não matavam ninguém, mas libertavam a alma da pessoa de seu corpo – caso contrário, os danos que elas sofressem em vida seriam levados para o mundo espiritual. A outra parte do trabalho era feita por uns macaquinhos que maquinavam situações que poderiam ser interpretadas como acidentes, mas eram precisamente estudadas (como o caso de um rapaz que é cortado ao meio por uma motosserra).
Enfim, me lembrei de tudo isso ao ver o acidente de Felipe Massa. Afinal, por quanto tempo aquela mola estúpida voou? Em nenhum momento das imagens de dentro de seu carro é possível ver o carro “doador”, de Rubens Barrichello, o que faz supor que a peça ficou pulando alegremente por aí por um bom tempo, até acertar o cocoruto do primeiro incauto que passou por seu caminho. Praticamente coisa do capeta.
No meio do diz-que-me-diz a respeito de sua saúde, dá pra concluir que ele não corre risco de morte, mas seu olho ainda preocupa os médicos. “Ele vai sair dessa, voltar pra pista e recuperar aquele título que roubaram dele no ano passado”. A frase é do Nelson Piquet pai, dada à rede Globo.
Na 12ª volta da corrida, Fernando Alonso entrou nos boxes e alguma coisa de errado aconteceu. Logo depois de voltar à pista, a roda dianteira direita de seu Renault se desprendeu e saiu pulando pela pista, em um momento que deu um clima “Ímola 1994” (a.k.a. Uruca generalizada) ao final de semana. Pelo menos, parou nisso.
Quanto ao resto da corrida, foi um GP da Hungria típico: um saco. Como novidade, Hamilton ganhou, o que deu um certo ar de normalidade à uma temporada marcada por vitórias de gente que até pouco tempo atrás não era muito acostumada com os pódios. Raikkonen foi o segundo. As coisas simplesmente deram certo pras grandes.
Ninguém comentou, mas lá vai: Hamilton está ficando careca.
E a casa tá caindo pro Jenson Button, que só marcou 9 pontos nas últimas três corridas. Já Webber, terceiro na corrida de ontem, levou 24 pontinhos pra casa. Quem diria, esse campeonato não está sendo uma perda total de tempo.
Digno de nota é como a namorada de Hamilton, Nicole Scherzinger, pula. Toda vez que as câmeras mostravam os boxes da McLaren, a cantora aparecia olhando para os monitores da corrida dando pequenos pulinhos e batendo palmas. Uma gracinha.
Um comentário:
Parei no Dead Like Me, malz aí. Adorava essa série. Tinha climão de cotidiano, de acordar de manhã e ir trampar e a mina era MUITO feia. Parecia uma amiga random de ginásio do telespectador, ultra carismático isso. Menos pro resto babaca da humanidade se pá.
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