Há coisa de uns 10 anos, tentei ler “A caverna” do José Saramago pela primeira vez. Tentei outras cinco vezes, e até hoje não sei qual é a do livro. Ok, o velho tem uma olaria, o genro dele trabalha num shopping e lá pelas tantas aparece um cachorro. Depois de cento e tantas páginas, nenhum acento e qualquer sinal de história, desisti.
Nada contra o José Saramago em pessoa. Ele certamente deve ser muito mais esperto que eu – inclusive, seus contracheques dizem a mesma coisa – mas desde então tenho uma enorme restrição aos pseudo-cabeças que leem sua obra e depois a comentam com um falso senso se superioridade em rodinhas repletas de outros pseudo-cabeças que fingem ser perturbados porque isso os faz parecer mais descolados.
Mesma coisa para aquela droga de “Onde os bravos não têm vez”, que ganhou o Oscar no ano passado. O cara de cabelo chanel mata todo mundo, o Tommy Lee Jones nunca o pega e o filme acaba sem ter um final. Acho que só foi levado em consideração por causa dos irmãos Cohen, mas creio que até os irmãos Wayans consigam fazer um filme com um enredo mais consistente (e isso foi uma ofensa de verdade). Para tentar parecer mais inteligente, um monte de gente elogiou o filme, mas no fundo sabem que ele é uma droga. Não dá pra deixar passar uma coisa dessas, é óbvio demais.
Existe uma infinidade de filmes excelentes por aí, e pelo que me consta nenhum deles – nenhum – foi dirigido no Irã ou Paquistão. E os bons que vieram da China obrigatoriamente envolvem kung fu. A mesma coisa com livros. Um que gostei demais foi a biografia The Beatles, de Bob Spitz. Antes dele, minhas leituras andavam lentas, tortuosas e cheguei a pensar que havia perdido o gosto pela coisa até devorar suas mil páginas em menos de duas semanas. Ao contrário de vários os outros, ele simplesmente era interessante. Raridade.
Por essas e outras, sou obrigado a confessar uma coisa. Coisa íntima, que no fundo não se deve publicar na internet, mas lá vai: eu gosto de Fagner. Juro. Simplesmente não consigo evitar. Canteiros é uma música fantástica, poética e que às vezes até toca no rádio. Já um filme do Werner Hergoz nunca conseguiu nada parecido. Quem é o mais esperto, agora?
Nada contra o José Saramago em pessoa. Ele certamente deve ser muito mais esperto que eu – inclusive, seus contracheques dizem a mesma coisa – mas desde então tenho uma enorme restrição aos pseudo-cabeças que leem sua obra e depois a comentam com um falso senso se superioridade em rodinhas repletas de outros pseudo-cabeças que fingem ser perturbados porque isso os faz parecer mais descolados.
Mesma coisa para aquela droga de “Onde os bravos não têm vez”, que ganhou o Oscar no ano passado. O cara de cabelo chanel mata todo mundo, o Tommy Lee Jones nunca o pega e o filme acaba sem ter um final. Acho que só foi levado em consideração por causa dos irmãos Cohen, mas creio que até os irmãos Wayans consigam fazer um filme com um enredo mais consistente (e isso foi uma ofensa de verdade). Para tentar parecer mais inteligente, um monte de gente elogiou o filme, mas no fundo sabem que ele é uma droga. Não dá pra deixar passar uma coisa dessas, é óbvio demais.
Existe uma infinidade de filmes excelentes por aí, e pelo que me consta nenhum deles – nenhum – foi dirigido no Irã ou Paquistão. E os bons que vieram da China obrigatoriamente envolvem kung fu. A mesma coisa com livros. Um que gostei demais foi a biografia The Beatles, de Bob Spitz. Antes dele, minhas leituras andavam lentas, tortuosas e cheguei a pensar que havia perdido o gosto pela coisa até devorar suas mil páginas em menos de duas semanas. Ao contrário de vários os outros, ele simplesmente era interessante. Raridade.
Por essas e outras, sou obrigado a confessar uma coisa. Coisa íntima, que no fundo não se deve publicar na internet, mas lá vai: eu gosto de Fagner. Juro. Simplesmente não consigo evitar. Canteiros é uma música fantástica, poética e que às vezes até toca no rádio. Já um filme do Werner Hergoz nunca conseguiu nada parecido. Quem é o mais esperto, agora?
2 comentários:
Quer saber, eu assumo, também gosto de Fagner. E digo mais, Fargo é o melhor filme dos irmãos Coen
Pra falar a real, qdo ili esse post na época q saiu, num tive estômago pra comentar, birra mesmo. Eu gostei demais do filme por que ele é análogo a todos os road movies e spaghetti westerns mais fodas q já vi na vida e assumia que um nego q nem vc ia curtir Jão, serião. Ah, e esse barato do Saramago aí, só consegui o da cegueira lá, mas não tenho saco de continuar digerindo aquela barroquice toda.
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