Não, você não leu isso em lugar nenhum e nem vai ler, já que eu levantei essa possibilidade enquanto tomava banho. Mas ela nem é tão idiota. É bobagem imaginar que A F1 é "inimiga" da Indy só porque você não gosta da categoria americana e uma união ia ser rentável pra todo mundo. É tudo suposição, mas pensa:
-Mi casa, su casa: Há tempos Bernie Ecclestone quer levar a Fórmula 1 para os EUA e nunca vai dar exatamente certo. E vamos ser francos, não vai rolar. Comprar toda Indy sairia caro, mas o inglês pegaria toda estrutura dos americanos pronta e, melhor ainda, não deixaria a categoria crescer demais fora dos EUA. Em meados da década de 90, a Indy chegou a desfrutar de um certo respeito internacional, mas houve um racha e entre 1996 e 2007 houveram "duas" Indy, a IRL e a Champ Car. Separadas, as duas enfraqueceram bastante e quase acabaram. Agora, novamente unificadas (na realidade, a Champ Car faliu, mas vamos deixar passar essa), é questão de tempo para que ela volte a crescer e ser respeitada novamente. E acredite, eles vão voltar.
-Perdeu, preibói: Tony George, o "dono" da Indy - na verdade, IRL - é rico pra diabo e dificilmente largaria o osso, só que essa crise afetou os gringos mais do que quaisquer outros em todo mundo. Só que enquanto a crise só fechou uma equipe na F1 (a Honda, dã), a quebradeira dos EUA foi geral e até mesmo equipes de ponta estão alugando seus carros para pilotos de pouco talento e bolso cheio para tentar garantir o leitinho das crianças. Ecclestone ainda deve ter um bom estofo em caixa para para surgir como um salvador da lavoura gringa.
-Em dez vezes em juros: Enquanto a F1 discute como lidar com equipes clientes, que compram carros de outros fabricantes, os carros da Indy são um lixo. Fazer com que os grigos substituam seus arcaicos chassis Dallara por modelos antigos da Ferrari, McLaren, Toyota, BMW, Renault, Red Bull, Williams ou Force India aumentariam o nível técnico da competição americana e o ganho em escala poderia deixar os preços camaradas. Debaixo do capô, uma variação daquele motor-padrão adaptada para os ovais. E todo mundo fica feliz. Pra quem não se lembra, por um tempo a McLaren e a Penske (que corriam, lindas, com a pintura da Marlboro) tiveram um intenso e produtivo intercâmbio tecnológico na década de 90 que foi positivo pra todo mundo.
-Vai lá, Magrão: É normal que bons pilotos que não consigam vagas na F1 vão para os EUA andar em círculos. Sebastian Boudais, por exemplo, antes de correr pela Toro Rosso foi tetracampeão da Indy. Tetra-campeão, barba, cabelo, bigode e tapa na bunda. O brasileiro Lucas Di Grassi, que na minha opinião é mais piloto que o Bruno Senna, vai para o mesmo caminho. Ao invés de deixar que talentos vão embora, uma categoria top "de reserva"não deixará que a F1 perca talentos por pura e simples falta de espaço e não ameaça ninguém. Outra vantagem adicional é fazer com que marmanjos em final de carreira, como Giorgio Pantano, fiquem longe de categorias de base como a GP2.
-You sexy thing: Laguna Seca! Será que a F1 nunca vai andar em Laguna Seca, o circuito mais lindo do mundo?
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