Todos os anos, a Ferrari gasta uns 400 milhões de dólares desenvolvendo seu carro de F1. Nenhum centavo dessa dinheirama foi gasto para se comprar um mísero prato de comida para uma criancinha africana esfomeada, mas mesmo assim não pode se negar que foi um investimento bem feito: a Toyota já deixou alguns bilhões de dólares por aí tentando desenvolver seu carro da categoria, e nunca conseguiu uma vitória sequer. Nenhumazinha. Provavelmente essa crise fará os números darem uma diminuída, mas eles sempre serão majestosos.
É fácil que gente má amada reclame da grana gasta na Fórmula 1. O PIB anual da categoria gira em torno dos cinco bilhões de dólares - incluindo aí o dinheiro dos patrocinadores e das transmissão de TV - e pode parecer um exagero que só o bico do carro de Felipe Massa, feito apenas de fibra de carbono e sem peças móveis, custe 125 mil dólares. Mas não é bem assim. No, no y no.
Antes de qualquer coisa, a categoria é lucrativa. Uma equipe só gasta uma caralhada de dinheiro desenvolvendo um carro de corrida porque sabe que hora ou outra terá retorno. E o interesse do público existe exatamente porque a categoria representa o máximo da tecnologia no esporte-motor, então hora ou outra esse dinheiro volta. Ah, volta: se fosse o contrário a Ferrari não estaria por lá há 58 anos.
O PIB de Campinas em 2005 foi de 20 bilhões de reais,o que em dólares é mais ou menos o dobro da F1 em 2008. Ou seja, em números globais, a F1 não passa de uma cidade de porte médio num país de terceiro mundo. Nada mal, não?
É por isso que Bernie Ecclestone, dono da bagaça, não vem medindo esforços para reduzir o tamanho do circo, que parece estar especialmente sensível as intempéries econômicas internacionais.
Em nome do show (e de sua rentabilidade, oras) as categoria terá várias mudanças em seu regulamento técnico em 2009, como a adoção do KERS (um equipamento que recupera a energia gerada nas frenagens e o transforma em mais potência), carrocerias com menos apêndices aerodinâmicos e talvez (mais) uma mudança no formato das classificações.
O problema é que, no desespero, o cartola parece ter esquecido que a temporada de 2008 foi um sucesso, e que essas alterações podem ser um tremendo tiro no pé.
Por hora, apenas comemoro a volta dos pneus slicks, já que nunca fui com a cara daqueles com ranhuras.
É fácil que gente má amada reclame da grana gasta na Fórmula 1. O PIB anual da categoria gira em torno dos cinco bilhões de dólares - incluindo aí o dinheiro dos patrocinadores e das transmissão de TV - e pode parecer um exagero que só o bico do carro de Felipe Massa, feito apenas de fibra de carbono e sem peças móveis, custe 125 mil dólares. Mas não é bem assim. No, no y no.
Antes de qualquer coisa, a categoria é lucrativa. Uma equipe só gasta uma caralhada de dinheiro desenvolvendo um carro de corrida porque sabe que hora ou outra terá retorno. E o interesse do público existe exatamente porque a categoria representa o máximo da tecnologia no esporte-motor, então hora ou outra esse dinheiro volta. Ah, volta: se fosse o contrário a Ferrari não estaria por lá há 58 anos.
O PIB de Campinas em 2005 foi de 20 bilhões de reais,o que em dólares é mais ou menos o dobro da F1 em 2008. Ou seja, em números globais, a F1 não passa de uma cidade de porte médio num país de terceiro mundo. Nada mal, não?
É por isso que Bernie Ecclestone, dono da bagaça, não vem medindo esforços para reduzir o tamanho do circo, que parece estar especialmente sensível as intempéries econômicas internacionais.
Em nome do show (e de sua rentabilidade, oras) as categoria terá várias mudanças em seu regulamento técnico em 2009, como a adoção do KERS (um equipamento que recupera a energia gerada nas frenagens e o transforma em mais potência), carrocerias com menos apêndices aerodinâmicos e talvez (mais) uma mudança no formato das classificações.
O problema é que, no desespero, o cartola parece ter esquecido que a temporada de 2008 foi um sucesso, e que essas alterações podem ser um tremendo tiro no pé.
Por hora, apenas comemoro a volta dos pneus slicks, já que nunca fui com a cara daqueles com ranhuras.
4 comentários:
Sem o Rubinho tudo fica mais triste
É bem provável que eu não tenha tido paciência para ler um texto de F1 desde os últimos 7 meses, mas continue lendo o comment.
Tenho de dizer que gostei, por quê dá graça ler algo com esse entusiasmo e propriedade, faz qualquer texto valer.
Aliás,não é rasgação de seda, é sincero. Tenho de dizer também que sou obrigado a concordar com a idéia de que as pessoas tem mais é que gastar dinheiro com fórmula 1 se elas gostam tanto (se o mundo gosta tanto). Enquanto isso, fico aqui fingindo que o esporte não existe e só acordo aos domingos depois do almoço pra zoar o Faustão.
Santiago (preguiça de logar.)
Slicks. yeah!
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