20 outubro, 2008

mais um

Defendo que essas amplas comoções midiáticas refletem o caráter de cada país. Nos EUA, por exemplo, a atenção que os meios de comunicação dão para escândalos sexuais mostra a maneira que os gringos são recalcados e reprimidos, se fingindo de horrorizados até quando vêem uma mulher amamentando o próprio filho.

Já por aqui, são as mortes violentas comovem a massa. Talvez porque sejamos bárbaros, sádicos ou as vezes envoltos demais pela violência, com Eloá, o Brasil tem seu novo mártir assim como foram Liana, João Hélio ou Isabella. Toda essa atenção desnecessária é tão certa na mídia - principalmente naqueles programas que passam na TV a tarde e assistidos por não-sei-quem - quanto as temporadas de Big Brother. Como de hábito, é tudo um show vazio de conteúdo com velórios cheios.

2 comentários:

G.G. disse...

Sexo a gente pode ver na novela... depois da novela tem que tem algo mais rude e chocante pra acompanhar.

Santiago disse...

Olha Jão, acho sua teoria interessante, mas como eu sempre acompanho gente que dá ouvido pra isso, como meus pais e etc, eu creio que não é isso não, acho que é o contrário. A maneira como isso chama a atenção é igual acontece nos Estados Unidos, só que com diferença de lá pra cá. Não sei se vc curte ver TV, q é algo q eu faço bastante. A diferença da Márcia pra Oprah é um pulo. Vc só não vai ver SNL ou Monty Phyton aqui pq isso sim é uma diferença cultural real. O Hip hop, os reality shows, as celebridades, enfim, os conceitos são os mesmos e estão vindo pra cá. Os jornais e os acadêmicos em geral deviam prestar mais atenção no povão em vez de tentar coisificar um mundo que eles não vivem.