Delícia pura ver que o Brasil tomou três gols da Argentina no futebol.
Praticamente todas as categorias esportivas nacionais são solenemente ignoradas por tudo e todos durante três anos e onze meses, mas durante as olimpíadas as pessoas simplesmente esperam por milagres. Boa parte dos atletas brasileiros presentes em Pequim têm empregos em período integral em escritórios e empresas para se sustentarem, e ainda há quem tenha o acinte de se cobrar medalhas desses gatos-pingados.
Para os EUA, China, Reino Unido, Rússia e etcetera, uma medalha é a conseqüência de todo um sistema de desenvolvimento de atletas. Entre centenas ou milhares de praticantes, inevitavelmente aparece um grande talento que é recompensado com os louros da glória. Já no Brasil, uma medalha é um milagre estatístico. Sem investimentos e políticas públicas e privadas de estímulo ao esporte, o que existe são apenas escassos lampejos de esforço e genialidade. Tanto que a única medalha de ouro brasileira até o momento foi conquistada por um sujeito que treina nos EUA, porque no Brasil simplesmente não há estrutura. Pois é.
Nada contra futebol, o esporte em si. Mas tudo contra os programas esportivos na TV aberta e fechada - e o povo, no embalo - darem uma atenção doentia e homoerótica ao futebol masculino. Com tantas mesas redondas, debates, matérias especiais e o escambau, cobrir outras modalidades acaba se tornando exceção. Já o futebol feminino, mesmo sem nenhum incentivo dos clubes nacionais, emplacou a quinta semifinal seguida em jogos olímpicos. Se essa medalha vier, o mérito não será do país, mas do esforço de cada membro da equipe. Sem ufanismos, por favor.
Pelo que me consta, César Cielo Filho não tem um Porsche, e olha só o que aconteceu. As estrelinhas do futebol estão deixando claro que talvez não mereçam a atenção e os salários que recebem.
Praticamente todas as categorias esportivas nacionais são solenemente ignoradas por tudo e todos durante três anos e onze meses, mas durante as olimpíadas as pessoas simplesmente esperam por milagres. Boa parte dos atletas brasileiros presentes em Pequim têm empregos em período integral em escritórios e empresas para se sustentarem, e ainda há quem tenha o acinte de se cobrar medalhas desses gatos-pingados.
Para os EUA, China, Reino Unido, Rússia e etcetera, uma medalha é a conseqüência de todo um sistema de desenvolvimento de atletas. Entre centenas ou milhares de praticantes, inevitavelmente aparece um grande talento que é recompensado com os louros da glória. Já no Brasil, uma medalha é um milagre estatístico. Sem investimentos e políticas públicas e privadas de estímulo ao esporte, o que existe são apenas escassos lampejos de esforço e genialidade. Tanto que a única medalha de ouro brasileira até o momento foi conquistada por um sujeito que treina nos EUA, porque no Brasil simplesmente não há estrutura. Pois é.
Nada contra futebol, o esporte em si. Mas tudo contra os programas esportivos na TV aberta e fechada - e o povo, no embalo - darem uma atenção doentia e homoerótica ao futebol masculino. Com tantas mesas redondas, debates, matérias especiais e o escambau, cobrir outras modalidades acaba se tornando exceção. Já o futebol feminino, mesmo sem nenhum incentivo dos clubes nacionais, emplacou a quinta semifinal seguida em jogos olímpicos. Se essa medalha vier, o mérito não será do país, mas do esforço de cada membro da equipe. Sem ufanismos, por favor.
Pelo que me consta, César Cielo Filho não tem um Porsche, e olha só o que aconteceu. As estrelinhas do futebol estão deixando claro que talvez não mereçam a atenção e os salários que recebem.
4 comentários:
é, a vida brasileira é assim...
Mas futebol me dá assunto para conversar com usuários. e ainda bem que é um esporte só, se tivesse que acompanhar 10 eu tava ferrada...
Eu odeio futebol e não consigo evitar.
Concordo, atenção demais pro futebol. Todo mundo sabe que a gente sempre leva uma PUTA LAVADA MORAL nas olimpíadas e, de repente, em copa do mundo, no mínimo até quartas de final, é a melhor seleção do mundo jogando. É só parar pra pensar nisso.
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