10 setembro, 2006

fórmula 1

fim de uma era A sala de entrevistas do circuito de Monza, na Itália, nunca viveu dias como este. Após uma vitória que reduziu sua diferença para o líder do campeonato para apenas 2 (míseros) pontos, o anúncio da aposentadoria de Michael Schumacher fica com cara de que poderia ser feito daqui uns anos.

Em sua genial carreira, os únicos recordes (positivos) que ele não conseguirá são os de maior número de largadas, de maior número de vitórias em Mônaco e de mulher que acumulou maior número de pontos - este ainda nas mãos da piloto italiana Lela Lombardi, que teve as manhas de marcar apenas 0,5 ponto.

futuro A escuderia italiana já confirmou que Felipe Massa terá Kimi Raikkonen como companheiro para a próxima temporada, o que abre ótimas possibilidades de êxito tupiniquim: nesse ano, o finlandês ficou muito longe de demonstrar aquela velha força que separa um medíocre de um verdadeiro campeão.

No final de 2005 a McLaren anunciou Fernando Alonso para a temporada de 2007, o que até agora se revelou um péssimo negócio: em franca decadência, o time inglês tem um longo caminho a cumprir até poder voltar a sonhar com vitórias.

Já a Renault, que há 2 anos consegue ter o melhor carro da categoria com investimentos relativamente baixos, terá o apagadíssimo romano Giancarlo Fisichela e o desconhecido finlandês Reikki Kovalainen em suas fileiras, o que parece ser o começo do fim pro time francês. A dupla não parece ter a mínima capacidade de manter o alto padrão de desempenho que o time se acostumou com Alonso, e o brasileiro Carlos Goshn, presidente da Renault mundial, já avisou que os investimentos na categoria são diretamente relacionados aos resultados.

Resta o consolo de que o competente Nelsinho Piquet já estar confirmado como titular da Renault em 2008. É só torcer para o estrago não ser muito grande no ano que vem.

ele é o cara? Em apenas sua terceira corrida na categoria, o polonês Robert Kubica chegou numa excelente terceira colocação, muito mais do que o campeão Jacques Villeneuve sonhou em fazer enquanto estava a bordo do bólido branco e azul da equipe BMW até ser expulso por falta de competitividade. Schumacher começou assim.

3 comentários:

Anônimo disse...

Se o Schumacher vai deixar saudades ou não é difícil afirmar. No entanto algumas considerações sobre ele:
Em 98% do tempo, seu talento foi insuperável, deixando para trás pilotos ridículos como Damon Hill e Montoya e razoáveis como Hakkinen e Villeneuve. Nos outros 2%... bem.... mereceu o apelido de Dick Vigarista tanto pela semelhança fisionômica quanto pelos planos "engenhosos, maldosos e tolos".
Seus recordes difícilmente serão batidos. O recordista em largadas, o italiano Riccardo Patrese, se não me engano frequentou meia dúzia de vezes o degrau mais alto do pódio.
Schumacher foi, na maior parte do tempo, imbatível, mesmo quando não tinha o melhor equipamento... o verdadeiro piloto de F1... destemido, malvado, rápido, sujo e com um tesão absurdo pela vitória... coisas que faltam ao bom piloto Barrichello, que sempre foi mto 'bonzinho' pra se destacar na F1,sempre faltou uma pitadinha de Eddie Irvine.
Schumacher deixará saudades, mas a "Era Schumacher" não. Espero o mesmo que todos os tontos que acordam domingo de manhã e deixam de sair para assistir esse esporte (mesmo o Alonso não considerando... que declaração mais amadora....): que exista mais disputa na pista e menos jogo de bastidores.

Anônimo disse...

Por sinal, odeio quem fala "AHNNN, A F1 ACABOU PRA MIM DEPOIS QUE O SENNA MORREU"......

Bah!!! Falsos brasileiros!!!! Partidários do grupo dos "Nós ganhamos"...(em caso de vitória) e "Ele perdeu"...

Unknown disse...

Porra, Serjão... Dicíl concordar MAIS com vc.

Abraços, cara.