19 janeiro, 2006

Guerra em si-bemol

Apesar da União Soviética ter dado com os burros n´água, Tio Álvaro insistia em alertar a todos sobre os perigos da ameaça vermelha. Morria de medo de Ladas, olhava com desconfiança para qualquer pessoa loira com mais de um metro e oitenta e não bebia vodka de jeito nenhum. Adorava jogar com as peças azuis em 'War', e nunca escondia sua satisfação ao dizer que iria invadir Dudinka com quinze exércitos. "O dia em que os comunistas chegarem..." repetia. Nunca terminava a frase, o que a tornava especialmente assustadora para as crianças e para o Ronaldo, um primo mais velho e bobão.

Depois que a polícia encontrou o enorme estoque de armamentos que ele havia feitos nos últimos 25 anos, "por garantia", foi condenado à tratamento psiquiátrico. Morreu atropelado por um caminhão Mercedes enquanto tentava fugir do hospício, ao tentar se livrar das mãos do terrível dr. Agostinho, que na realidade se chamava Yuri Kolnikov.

7 comentários:

Rah disse...

Gostei!

G.G. disse...

=]

Anônimo disse...

Bom demais!

Anônimo disse...

único texto bom do ano escrito em americana este ano.

Anônimo disse...

eu disso bom? foi um typo. eu quis dizer fodão.

Anônimo disse...

eu disse 'disso'? eu devo estar usando muitas drogas.

massa, jão. fiquei emocionado. comentei três vezes.

ainda não li os recentes do dalton (os seus, dalton, e você nem é de americana anyway).

Anônimo disse...

Faltou aquela parte que o Linardo olha pro tio Álvaro, que está caído no asfalto após o atropelamento, e fala: pô, meu, acho que é melhor não mexer.

!!!