04 novembro, 2005

George Bush is playing at my house

E o George Bush finalmente pousou no subcontinente que o jornal The Times sabiamente batizou de "terra dos fora-da-lei", o segundo lugar no mundo em que o presidente americano é mais odiado, perdendo somente para o mundo árabe - ou seja, um honroso primeiro lugar entre os continentes que não levam bombas na cabeça (mas deveriam): a América Latrina. Está na Argentina, para a 4º Cúpula das Américas. O primeiro item da agenda da reunião é "criar uma agenda de trabalho decente". Bonito, bonito.

Não tenho nada contra Bush. A poluição gerada pelas empresas petrolíferas que ele tanto protege só tem se revertido em desgraças ambientais para seus cidadãos, e confesso que a idéia de acabar com o Taliban e com o Saddan Hussein sempre me agradou - apesar dos protestos explosivos da massa fanática da região.

Aparentemente, odiar o presidente americano é um hábito cultivado com carinho pelos moradores do cone sul - ainda mais no viciado ambiente universitário, que produz em série uma grande quantidade de notáveis pensadores com opiniões idênticas. O que esses revoltados de butique aparentemente ignoram é que vivem num (sub)continente vitimado por sérios problemas sociais, políticos e educacionais, e perdem (grande) parte de seu tempo se preocupando com o que acontece no oriente médio, enquanto criancinhas morrem de inanição no nordeste. Ser humanitário com país em guerra é coisa de morador de país desenvolvido, que não tem mais com o que se preocupar e fica cuidando da vida dos outros.

Impossível não começar alimentar certa simpatia pelo governante americano depois de ver a propaganda gratuita do PSTU na tv. Se aquela horda de fanáticos cegos alimenta tamanho ódio pelo presidente, isso certamente significa que ele tem pontos positivos ainda não reconhecidos pela barbárie sul-americana - sejam lá quais forem.

De qualquer maneira, o problema não é meu. Nem seu, já que a administração Bush foi, até agora, inofensiva à região, e a economia local vai bem, obrigado. Para uns imperialistas, eles têm sido até que bem suaves. O Brasil - no caso, a Petrobrás - já fez coisa pior na Venezuela, esse ano, em maio, no caso da exploração de gás natual.

E não vi ninguém protestando na sede da estatal.
Por que?

6 comentários:

Unknown disse...

O texto original tinha quase o dobro do tamanho, mas o editei até esse formato. Vocês não merecem um discurso maior ainda.

Mas perdõem qq eventual erro de concordância.

G.G. disse...

tsc tsc tsc

desperdício de texto.

Anônimo disse...

muito bom cara. parabéns.

Unknown disse...

Mais de cinco linhas... Mais ninguém vai ler isso.

Anônimo disse...

Li e tb achei muito bom.

Unknown disse...

Mamãe, eu sou reaça.